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Mudas de pau-brasil estão entre as espécies replantadas no Campus Realengo II


Quem escuta falar sobre o Colégio Pedro II pode logo pensar exclusivamente em livros e cadernos. Muitos não sabem, porém, que o Campus Realengo II abriga em seu baú tesouros da Mata Atlântica, como o pau-brasil, jacarandá-da-bahía, jatobá sapucaia, pau mulato, ipê rosa, amarelo e roxo  - algumas ameaçadas de extinção. Essas e outras relíquias se misturam com a história do campus da Zona Oeste,  quando algumas ruas do Colégio foram pavimentadas e prédios reformados, reduzindo a presença da mata local.


Em 2006, quando o Colégio passou a ocupar o terreno onde está instalado havia uma mata que cresceu após a desativação total do quartel do exército em 1975. Em 2008, a área de aproximadamente 45000 m² foi pavimentada. A pavimentação aconteceu derrubando exemplares de cássia-rosa, mangueiras e outras espécies. Se ocorreu a derrubada por um lado, por outro, não foi planejado o repovoamento de toda a área. Como não houve esse planejamento, a Direção Geral do Campus Realengo II assumiu a tarefa de repovoar a área, plantando mudas de espécies da Mata Atlântica  e árvores frutíferas que vinham desaparecendo  do panorama da Zona Oeste, como jenipapo, fruta-pão, caja-manga e outros.


Mata Atlântica

 


Segundo o diretor administrativo do Campus Realengo II, Professor Venício da Cunha, o trabalho foi o de intervir no processo de pavimentação de modo a reservar mais espaço para o repovoamento de espécies da Mata Atlântica, usando espécies frutíferas e não frutíferas. “O repovoamento tem dois aspectos educativos: aumentar a cobertura verde e o contato direto do aluno com a vegetação que, em geral, só há por televisão ou computador”, ressaltou.




Entre as espécies encontradas no Campus estão, na área do estacionamento, caneleira, loureiro, árvore da china e cedro-rosa; plantas doadas pelo Jardim Botânico.  Existem ainda pau-brasil, jacarandá-da-baía, pau-mulato, jatobá, e paineira-espinhenta; das frutíferas, há jenipapo e cajazeiro. De acordo com o Professor Venício, em 2010 foram replantados mudas de Ipês amarelo e roxo de cinco, seis e sete folhas, por alunos de cada turma dos 6º e 7º anos. “De todas as mudas replantadas, sete conseguiram resistir; e dessas sete, quatro se encontram a altura superior a três metros de altura”, explicou.


Ainda segundo o diretor, a manutenção das mudas é feita através de irrigação permanente com garrafas pets cravadas ao lado das espécies replantadas, que são enchidas. Assim, a umidade do solo é mantida constantemente. “As plantas mais antigas não passam mais por esse processo. Somente as mudas novas”,  ressaltou Venício.

 

 

 

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