Alunos com deficiência visual de São Cristóvão III fazem provas de Espanhol com áudio

 

 

 

 
Alunos do campus São Cristovão III utilizam novo método com áudio em prova
 

Os alunos com deficiência visual do Ensino Médio do campus São Cristóvão III do Colégio Pedro II estão fazendo uso de um novo método de avaliação na disciplina de Espanhol que inclui a prova em áudio, além da já tradicional leitura em braile. Com o método, os exames que antes duravam até 3 horas, agora são feitos na metade desse tempo.
 

Os alunos também apresentaram melhor desempenho no quesito interpretação de texto, garante uma das criadoras do método, a chefe do Departamento de Espanhol do Pedro II, Cláudia Estevam Costa. Segundo a professora, isso ocorre porque com a nova metodologia o aluno ganha maior autonomia, dispensando o professor ledor, quando o docente faz a leitura dos textos e questões para os estudantes durante as provas.
 

“Nosso objetivo é o ensino da língua espanhola, mas, sobretudo, tornar esses alunos mais autônomos, a fim de que possam conduzir melhor o processo de avaliação, sem tanta dependência”, explicou Cláudia, lembrando que o projeto é desenvolvido em parceria com o Núcleo de Atendimento a Pessoas com Necesidades Especiais (NAPNE).
 


 
Equipe de Espanhol contou com a colaboração do NAPNE na elaboração das provas
 

Projeto piloto

Ainda segundo Cláudia, o Departamento de Espanhol já trabalha com material didático do MEC para alunos com deficiência visual. “O que fizemos foi desenvolver uma metodologia própria para a aplicação das provas”, ressaltou Cláudia, lembrando que no segundo semestre do ano passado foi implantado o projeto piloto, seguido de entrevista com alunos sobre sua eficácia. “Fizemos algumas adaptações até chegar ao formato atual”, concluiu.
 

A professora de Espanhol Daniele Gomes, integrante da equipe responsável pelo projeto, contou que pesquisou programas de informática para viabilizar a gravação dos áudios. “Nós aplicamos aos alunos com deficiência a mesma prova que é dada aos demais estudantes da disciplina, apenas adaptamos um pouco, diminuindo o número de textos e questões”, explicou.
 

Aprovação

Os alunos que testaram o projeto de inclusão aprovaram o método. Reinaldo Volout, aluno do 2º ano, já fez a prova pela terceira vez e acredita que a maior vantagem do áudio é possibilitar a pronúncia correta das palavras. Sua colega Paloma Barreto, também do 2º ano, destacou a maior facilidade que encontrou na interpretação do texto, melhorando seu desempenho e nota.
 

Aluno do 3º ano, Wanderson Silva Ferreira ficou empolgado com a autonomia que agora tem com o uso do áudio. “Não preciso mais do professor para ler os textos e posso escolher quando fazer isso e também responder as perguntas”, disse. Luan da Silva de Luca, da mesma série, concordou com o colega: “Faço a prova agora com muito mais independência”, afirmou.
 

A professora Janaina Amorim, outra integrante do projeto, lembrou que já trabalhou anteriormente com alunos com deficiência visual sem o suporte que o Colégio tem hoje. “Na época tinha apenas um aluno com deficiência visual e era muito mais complicado. Hoje leciono para cinco na mesma condição com muito mais facilidade”, assegurou.

 

Coordenadoria de Comunicação Social

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