A RODA E O FOGO: UMA PERSPECTIVA DE EDUCAÇÃO A PARTIR DE PAULO FREIRE

Izolda Maria Batista, Hellen Oliveira De Menezes, Ana Flávia Miranda Cambraia

Resumo


O principal foco deste estudo é o trabalho da dupla docência -  em parceria com a auxiliar técnica educacional - realizado em espaço do Centro de Educação Infantil da rede municipal de São Paulo. Assim, houve estudo de campo com duas turmas de crianças de três a quatro anos, formando em 2018 o minigrupo II. Observou-se o trabalho pedagógico com essas crianças, para analisar brincadeiras em volta da fogueira: o compartilhar, como se faz a fogueira, estourar pipoca e assar batata doce, banana, entre outros. Mostrou a prática o que Paulo Freire tanto defendia: a educação libertadora e autônoma. Além disso, essa ação nos fortaleceu como unidade educacional e como profissionais. Vale ressaltar que se observou um trabalho educacional com as infâncias, buscando construir práticas que contribuem para o desenvolvimento das crianças de forma prazerosa e no coletivo, pois educação infantil não se faz no isolamento. Como registro há fotos e documentação pedagógica. Tentaremos responder a pergunta: “Para as crianças, qual parece ter sido o significado dessa vivência, isto é, ficar ao redor da fogueira com seus amigos (as), professoras e educadoras?” Esse tipo de ação remete à cultura dos Povos Indígenas, reforçando a importância do resgate histórico, para preservação e continuidade de experiências milenares. A investigação e o planejamento das práticas apoiaram-se em documentos, observação e planejamento compartilhado, com base teórica em Vigotskii (2016), Falk (2011), Paulo Freire (1996; 2013; 2016), Charlot (2013) e Piorski (2019).


Palavras-chave


Educação Infantil; Infâncias; Dupla Docência; Circulo de Cultura; Natureza

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Referências


Referências Bibliográficas

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