ESTAMOS FORMADAS, E AGORA? VIVÊNCIAS E RESSIGNIFICAÇÕES DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL EM TEMPOS DE PANDEMIA E ISOLAMENTO SOCIAL

Adriane Soares, Andrezza Cardoso de Freitas, Yandra Guimarães

Resumo


O presente artigo tem como objetivo apresentar as ressignificações das práticas pedagógicas na Educação Infantil de três pedagogas recém formadas a partir de suas vivências em instituições privadas neste momento de pandemia e isolamento social. Considerando a concepção de infância em que a criança é vista como sujeito histórico e de direitos, ativa em seu processo de aprendizagem e centro do planejamento, buscamos evidenciar as diversas questões e angústias que emergiram no que tange pensar o nosso eu docente e nossa ação pedagógica no momento atual. De que maneira podemos realizar a manutenção dos vínculos afetivos com as crianças e famílias? Como conduzir a relação escola e família no ambiente virtual? O referencial teórico apoiou-se nos estudos de Angela Borba, Daniela Guimarães, Maria Fernanda Nunes e nos documentos legais que discutem temas concernentes ao desenvolvimento pleno da criança, considerando as interações e as brincadeiras como eixos norteadores da Educação Infantil. Nesse caminhar, o texto discute e pontua a concepção de infância que norteia as práticas pedagógicas na Educação Infantil e apresenta as vivências das três educadoras em seus contextos de trabalho em instituições privadas nesse momento de ensino remoto emergencial. Concluímos o texto sem a pretensão de encontrar soluções ou respostas para as indagações realizadas, ou de indicar certezas e incoerências no contexto do trabalho pedagógico, mas sim de evidenciar nosso cotidiano frente ao momento que nos foi imposto, convidando para reflexão e renovação do nosso olhar enquanto educadores da Educação Infantil, sem nos afastarmos da concepção de infância que nos norteia.

Palavras-chave


Educação Infantil; Pandemia; Práticas Pedagógicas; Ressignificações.

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