A EDUCAÇÃO INFANTIL NO CONTEXTO DA PANDEMIA: MANTER VÍNCULOS É GARANTIR OS DIREITOS

Rosemeire de Araujo Gomes, Tamar Barbosa da Silva

Resumo


Esse artigo tem como objetivo socializar reflexões e interações desenvolvidas com as crianças da educação infantil, de duas turmas do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Amor de Mãe, localizado na cidade de Natal-RN, no contexto da pandemia. Para tanto, ancorou-se o olhar na Lei de Diretrizes e Bases de Educação Brasileira – LDB 9394/96, nas Diretrizes Curriculares Nacionais – DCNEI, (2009); na Base Nacional Comum Curricular- BNCC (2017); e Monção (2019), que dispõem sobre as especificidades da educação infantil e embasam essas reflexões. O artigo é um relato de experiência das vivências e reflexões efetivadas sob o olhar da educadora de sala e da coordenadora, partindo das inquietações para o “atendimento” das crianças nesse tempo de pandemia, que foram fomentadas frente aos debates assistidos em lives temáticas em diversas plataforma virtuais, que se constituíram como recursos formativos para as educadoras. Assim, sente-se a necessidade ainda maior de colaborar com o processo de desenvolvimento das crianças, oportunizando nos grupos de WhatsApp das turmas proposições de vivências, acompanhamento e comunicação com as famílias das crianças. Entende-se que a educação infantil, primeira etapa da educação básica, não pode ficar desassistida mesmo diante das suas especificidades que, são pautadas nas brincadeiras e interações, requerem espaços organizados com intencionalidade e propícios à interação com o outro. Conforme preconiza a Constituição Federal (1988), a educação deve acontecer em regime de colaboração entre Estado e família, sendo assim é necessário manter uma parceria essencial com as famílias e buscar a promoção dos vínculos com as crianças nesse tempo tão incerto.


Palavras-chave


Educação Infantil; Práticas; Vínculos; Creche

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Referências


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