A CONSTRUÇÃO DE MEMÓRIAS AFETIVAS EM TEMPO DE PANDEMIA

Marta Maia

Resumo


Quando a pandemia que vivemos impõe o isolamento físico-social e a suspensão das atividades presenciais nas escolas, buscam-se formas de manter a relação dessas com as crianças. Nesse momento em que toda a comunicação se encontra mediada pelas tecnologias através de TVs, computadores e celulares, nos vemos sob a pressão entre realizar atividades didático-pedagógicas com as crianças para compensar a suspensão das atividades presenciais ou esperar a epidemia passar para retomar as atividades presenciais. Entre uma ou outra possibilidade, observamos que se estabeleceram formas de relação entre escolas e famílias diferenciadas das propostas inicialmente. Neste trabalho pretendemos analisar atividades propostas de escolas de Educação Infantil para as crianças que circulam nas redes sociais durante o período da pandemia. Para fins de análise, as atividades didático-pedagógicas são categorizadas como atividades remotas e as outras formas como contatos de afeto. Sendo a primeira categoria identificada com currículos conservadores de cunho preparatório e a segunda categoria identificada com os pressupostos das DCNEI. A partir de publicações de seis escolas em redes sociais e também de famílias, verifica-se haver, mesmo em tempo de isolamento físico-social, experiências que primam por viver a infância das crianças com elas. Experiências que colaboram para a construção de memórias afetivas. Em diálogo com Benjamin (2012), o
texto se conclui com o convite a que escolas e famílias vivam com as crianças suas infâncias e que essas experiências se constituam como memórias afetivas dignas de serem narradas.


Palavras-chave


educação infantil – pandemia – memórias afetivas

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