AS CONTRIBUIÇÕES DAS BRINCADEIRAS NA CONSTRUÇÃO DO CONCEITO DE NÚMERO PARA AS CRIANÇAS DE 5/6 ANOS

Maria Carolina da Silva Caldeira, Flavia Ernestina de Paula

Resumo


Este artigo tem como temática a importância das brincadeiras para o ensino da Matemática. Ele é resultado de reflexões realizadas no curso de pós-graduação lato sensu Residência Docente, ofertado pelo Centro Pedagógico da UFMG (CP/UFMG) em parceria com a Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte/MG. Teve como objetivo geral analisar as contribuições das brincadeiras na construção do conceito de número com crianças de 5/6 anos de idade. O trabalho foi realizado com uma turma de crianças de uma Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI). Utilizando-se das contribuições de autores com Piaget (1978), Vygotsky (1991), Kamii (1995) e Smole (2006), foram propostas brincadeiras direcionadas que tinham objetivos pedagógicos a serem alcançados, no que se refere à construção do conceito de número. A realização das brincadeiras mostrou-se bastante significativa para as crianças, que puderam refletir sobre a presença dos números em diferentes contextos. Além disso, essas brincadeiras permitiram reafirmar a importância da ludicidade nas práticas de educação infantil e para a garantia dos direitos das crianças a experiências significativas nesse momento de sua escolarização.


Palavras-chave


Educação infantil; Ensino de Matemática; Brincadeiras; Jogos; Números.

Texto completo:

PDF

Referências


BRASIL. Constituição Federal, de 05.10.88, Diário Oficial da União, Brasília, 1988.

. Estatuto da Criança e do Adolescente. Diário Oficial da União, 1990.

. Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei Federal nº 9.394/96,

Ed. Rio de Janeiro, 1999.

. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Educação Física Brasília: MEC/SEF, 1997.

. Ministério de Educação e do Desporto. Referencial curricular nacional para educação infantil. Brasília, DF: MEC, 1998.

. Ministério da Educação/Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica. RESOLUÇÃO N. 5, de 17 de DEZEMBRO DE 2009. Fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília: 2009.

COSTA, E. R. As estratégias de aprendizagem e a ansiedade de alunos do ensino fundamental: Implicações para a prática educacional. Dissertação de Mestrado em Educação não-publicada, Curso de Pós-Graduação em Psicologia Educacional, Universidade Estadual de Campinas. Campinas, SP,2000.

DEBORTOLI, J. A.Educação infantil e conhecimento escolar: reflexões sobre a presença do brincar na educação de crianças pequenas. In: A. Carvalho (Ed.). Brincar (ES) (pp. 65-82). Belo Horizonte: Editora UFMG, 2005.

GARDNER, H. Trabalho qualificado: quando a excelência e a ética se encontram. Tradução de Maria Adriana Veríssimo Veronese. Porto Alegre.Artmed, 2004.

GOMES, C. Dicionário crítico do lazer. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2004

KAMII, Constance. Desvendando a aritmética-implicações da teoria de Piaget. Campinas, SP: Papirus, 1995.

KISHIMOTO, T. O brincar e suas teorias. São Paulo: Pioneira Thonson Learning, 2002.

. Brinquedos e brincadeiras na educação infantil. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2010-pdf/7155-2-3-brinquedos-brincadeiras- tizuko-morchida/file. Acesso em: 02 out 2019.

KISHIMOTO, T. et al. Jogo e letramento: crianças de 6 anos no ensino fundamental. Educação e Pesquisa, São Paulo , v. 37, n. 1, p. 191-210, abr. 2011. Disponível em

. Acesso em 22 jun. 2020.

MALUF, Â. C. M. Brincar: prazer a aprendizado. Petrópolis: Vozes, 2004.

MONTEIRO, S. B. Epistemologia da prática: o professor reflexivo e a pesquisa colaborativa. In: GHEDIN, E. e PIMENTA, S. O professor reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito. São Paulo. Cortez. 2002.

PIAGET, J. A formação dos símbolos: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.

SANINI, C.; SIFUENTES, M. BOSA, C. Competência social e autismo: o papel do contexto da brincadeira com pares. Psicologia: Teoria e Pesquisa, Brasília, v. 29, n. 1, p. 99-105, Mar. 2013.

SMOLE, K. S. Brincadeiras Infantis nas aulas de matemática. Série: Matemática de 0 a 6. v.1. Editora: Grupo A, 2006.

SMOLE, K. S.; DINIZ, M, I.; CÂNDIDO, P. Jogos de matemática. Artmed. Porto Alegre, 2007.

VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. 4ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991.




DOI: http://dx.doi.org/10.33025/ceb.v7i1.2735

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


ISSN 2525-2879 

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.