A memória é uma ilha de edição: um enquadramento teórico para pesquisas sobre entrevistas e memória

Carlos Eduardo Oliva Rêgo, José Amaral Cordeiro Jr., Paloma Maria Rodrigues Augusto, Roberto Mosca Jr.

Resumo


Neste artigo, proporemos um enquadramento teórico para pesquisas sobre entrevistas e memória. Inicialmente, apresentaremos um referencial geral composto por obras de Pierre Bourdieu (2006), Giovanni Levi (2006), Michel Pollak (1989) e Beatriz Sarlo (2007), visando explicitar algumas das abordagens teóricas sobre trajetórias, biografias, memória e subjetividade nas quais alguém que realize pesquisas utilizando entrevistas e memória possa se fundamentar. Em seguida, trataremos especificamente das concepções de memória apresentadas por Maurice Halbwachs (1990) em A Memória Coletiva, por Michael Pollak (1989) em Memória, Esquecimento, Silêncio e por Walter Benjamin (2012) em O Narrador – considerações sobre a obra de Nikolai Leskov, bem como as distintas maneiras como esses autores conceberam as categorias “indivíduo”, “história” e “espaço”, discutindo ainda, em linhas gerais, a função que cada um deles atribuiu ao “esquecimento”. Abordaremos a dimensão da memória enquanto algo que está em constante processo de construção e desconstrução, que é o que todos os autores citados nos permitem notar, com o intuito de compartilhar essa nossa perspectiva para demais pesquisadores interessados em marcos referenciais teóricos para pesquisas sobre entrevistas e memória.

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DOI: http://dx.doi.org/10.33025/rps.v0i28.3558

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Perspectiva Sociológica: A Revista de Professores de Sociologia

ISSN 1983-0076

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