O Afeto e o Toque

Beatriz Vieira Dias Faria

Resumo


A existência humana por completo pode ser baseada no afeto: afetar outro ser, afetar um objeto, ser afeto. O afeto é tratamento como sua função abrangente e real: a ideia de afetar, exercer transformação. Sendo assim, analisam-se todas as formas em que ele pode ser exercido e se apresenta, positivamente ou negativamente pois como toda mudança, os afetos ao passar do tempo moldam a personalidade humana: analisá-los é olhar o eu, entender a si próprio para melhor poder se relacionar com o outro. Tratando-se das relações afetivas interpessoais, o afeto está envolvido com o toque físico, mas não pode ser limitado a ele. Logo, explora-se no artigo o valor constitutivo dos afetos para a construção de identidade, além de sua relação com o toque através de exemplos artísticos em que tal contato é ou não exercido com plenitude, validando-se através de nomes como Espinoza, Rutherford, René Magritte e Gustav Klimt. É estabelecida a forma como ciência física, humana e arte podem estar interligados e sustentando-se sobre uma mesma teoria, afinal, todas as construções do saber são voltadas para a melhor compreensão do mundo pelas pessoas — então que as utilizemos para melhor compreendê-las.

 Palavras-chave: afeto, toque, transformação, eu, existência.


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DOI: http://dx.doi.org/10.33025/rps.v0i22.1967

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Perspectiva Sociológica: A Revista de Professores de Sociologia

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