Marina de Vasconcellos: guardiã da memória e professora A história da Antropologia na cidade do Rio de Janeiro a partir de Arthur Ramos

Adelia Miglievich-Ribeiro

Resumo


Exponho a trajetória intelectual pioneira de Marina São Paulo de Vasconcellos (1917-1973), discípula de Arthur Ramos, primeira mulher a integrar o corpo docente do curso de Ciências Sociais da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil (FNFi/UB), a fim de perscrutar a criação da prática do ensino e da pesquisa de Antropologia na cidade do Rio de Janeiro, então, a capital da república, nos anos 1940 e 1950, quando se destacam, em torno da cátedra de Antropologia e Etnologia, o primeiro curso de aperfeiçoamento na área e, também, a rede de pesquisadores que se chamou Sociedade Brasileira de Antropologia e Etnologia, de intensas atividades. Contesto, pois, o argumento de que não havia pesquisa em condições de criar uma tradição no Rio de Janeiro por conta da centralidade da política e da fragilidade das instituições. Recorro ao conceito de sociação e de sociogênese de Georg Simmel a fim de valorizar os pequenos acontecimentos em suas continuidades e descontinuidades mas que puderam conformar, mediante os rituais de rotinização do carisma, tendo à frente Professora Marina, que sedimentaram a disciplina Antropologia como um dos pilares do curso de ciências sociais.


Palavras-chave: História da Antropologia: Faculdade Nacional de Filosofia; Marina de Vasconcellos; Arthur Ramos; Sociedade Brasileira de Antropologia e Etnologia.


Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.33025/rps.v0i10.1396

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution 3.0 License.

Perspectiva Sociológica: A Revista de Professores de Sociologia

ISSN 1983-0076

Departamento de Sociologia - Colégio Pedro II

URL da Homepage: http://www.cp2.g12.br

E-mail: perspectivasociologicacp2@gmail.com