Estrutura, hierarquia e communitas: os estudantes do Colégio Pedro II e a greve como “drama social”

Bruna Lanzillotti, Marcelo Araújo

Resumo


Com a greve de servidores federais da educação, os estudantes do Colégio Pedro II/RJ também decretaram a sua. Esta, aprovada e mantida em assembleias, é um instigante objeto de investigação. Primeiro por se tratar da 1ª mobilização deste tipo desde 1965, depois porque estes mesmos estudantes, apropriando-se da estrutura convencional dos sindicatos, dão uma coloração sem igual aos debates que constroem sua autoeducação e conscientização. Pretendemos discutir como esta mobilização classista se estendeu aos estudantes. Por se tratar de um drama social (na concepção do antropólogo inglês Victor Turner) que envolveu estudantes de vários campi, a greve serviu como redutor simbólico de tensões existentes entre estes campi, como o escalonamento entre melhores e piores em rankings escolares (ENEM), tipificações sociais fundamentadas em locais de residência, série e participação mais ou menos ativa nos movimentos estudantis e mesmo de raça e gênero. Interessa-nos debater o evento greve dos estudantes como forma de discutir conceitos como estrutura e communitas (Victor Turner), além da reflexão sobre “ritual de rebelião” (Max Gluckman), a dramatização do poder (George Balandier) e a vida social como performance (Erving Goffman).
Palavras-chave: Colégio Pedro II; Greve; Drama Social; Juventude.

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DOI: http://dx.doi.org/10.33025/rps.v0i12.1310

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Perspectiva Sociológica: A Revista de Professores de Sociologia

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